MARIA DE MAGDALA: “CUIDA DE TEUS FILHOS”

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Por: Maristela Boldrin – Letra Espírita

Em brilhante vídeo que pode ser assistido pelo canal youtube, Divaldo Pereira Franco nos traz magníficos ensinamentos com o título “Nunca desista do amor”. Nele, é narrada a história de Maria de Magdala, fazendo um apanhado de tudo o que a literatura espírita apresenta.

Ao despedir-se do Mestre, este lhe deu o maior de todos os conselhos: “Maria, cuida de teus filhos”. Sem compreender, ela titubeou e chorando disse que isso seria impossível pois havia cometido vários abortos voluntários ao longo de sua existência terrestre. No entanto, Jesus sabia que a existência física de Maria de Magdala não se resumia aos erros que cometera antes do divino encontro mas, sim, àquilo que poderia fazer a partir de então. E foi sozinha, desiludida, sentindo-se desamparada mas com o firme propósito de não voltar a cometer os mesmos erros que, após a crucificação e às novas configurações apostólicas para divulgação do Evangelho, que Maria encontrou sua verdadeira oportunidade de redenção, recomeço, expiação e cumprimento de provas: cuidar dos leprosos como filhos amados. E o fez até o final de sua vida. Amando àqueles doentes e excluídos da sociedade, Maria compreendeu a extensão do Evangelho de Jesus e aproveitou a divina oportunidade de, na mesma existência, expiar o remorso pelos abortos cometidos, obtendo, ainda, o perdão dos espíritos abortados, o que lhe garantiu encontrar-se com o Mestre tão logo desencarnou.

E como isso se deu? Através de sua ação, Maria de Magdala colocou na prática tudo o que ouviu ao longo dos meses, nas várias conversas com Jesus e, assim, foi expurgando de seu corpo físico e espiritual todas as energias danificadoras que a impregnavam, aborto após aborto além de mostrar para o espíritos que impediu de reencarnar, que havia de fato mudado seu agir e estava disposta a bem cumprir a sua caminhada evolutiva e, vivenciando o amor, encontrou o perdão.

Maio, como o mês em que se comemora o Dia das Mães, é muito comum vermos o apelo da mídia e do comércio com diversas mensagens sobre o amor maternal. Acredito que isso toque a todos de diversas maneiras, aflorando boas e más emoções e recordações. Torna-se tão ‘mecânico’ o ato de pensarmos em mães com seus filhos nos braços que nos esquecemos de todas as demais formas de maternidade. Chamou-me a atenção um pequeno post em rede social com os dizeres “o aborto não ‘desengravida’ ninguém; ele apenas te torna mãe de um filho morto”. A partir daí e com as palavras de Divaldo, compreendi a profundidade que se pode ter com a reflexão neste mês de maio.

As mães dos abortados (voluntária ou involuntariamente) nunca deixaram de ser mães. E merecem, sem dúvida, o respeito de todos. Seja qual for o motivo que resultou no aborto, é preciso dizer a estas mães que não precisam se deixar abater pela dor, pela culpa ou pela tristeza. Não importa se o aborto foi voluntário ou não; o que importa é que nunca desistam de amar. Se outros filhos não podem gerar, que os permitam ser gerados nas impressões mais profundas da alma. E não estou falando em adoção. Estou me referindo à dedicação e amor aos que sofrem e, muitas vezes, nunca receberam o amor tão ímpar de uma mãe. Nunca é tarde para amar!!!!! Nunca é tarde para aceitar o conselho de Jesus para Maria de Magdala: “cuide de seus filhos!!”

Da mesma forma as mulheres estéreis no corpo carnal porém tão fecundas no coração, não devem deixar que a frustração tome conta de seu espírito. “Cuidem de seus filhos!”, não importa quem sejam. Amem seus filhos no vizinho que chora, no mendigo faminto, na criança abusada, nos jovens que se drogam, no familiar de difícil convivência. Apenas amem!!!

As mulheres que optaram por seguir uma carreira profissional e sem filhos não são “menos mães” que as outras. É possível conciliar o sucesso com a ternura e o amor ao próximo, impedindo que a alma se torne um deserto. O progresso material é necessário para a evolução do Planeta Terra e, para isso, é necessário que não somente homens mas mulheres tenham a abnegação de, ao invés de seguir uma vida pautada pelos parâmetros matriarcais, caminhem por outras formações familiares com espaço para o amor pelos irmãos, pelos sobrinhos, filhos de amigos, doentes nos hospitais, encarcerados nos
presídios, abandonados nas instituições de caridade. Apenas “cuidem de seus filhos!”

Assim como Maria de Magdala, não é preciso aguardar um futuro solitário para amargar uma possível doença expiatória ou passar a vida acreditando que somente após o desencarne e com uma longa estadia repleta de sofrimentos na erraticidade para, após vários anos tornar possível a redenção com uma reencarnação difícil, é que se evolui. Não mesmo!! A evolução se dá a partir do momento em que o indivíduo demonstra a vontade e determinação para isso. De maneira consciente ou não, amar é uma decisão e, o fazemos todos os dias. Nem sempre optamos corretamente, mas sempre temos a oportunidade.

“Cuide de seus filhos, Maria”, nos convoca Jesus a todo momento, oferecendo-nos os esclarecimentos através da doutrina espírita de que o perdão manifestado através do amor aos que sofrem, da dedicação e compromisso com a vivência evangélica é a forma mais eficaz de expiação e de cura de moléstias físicas e também daquelas que possam vir a impregnar o perispírito, comprometendo seriamente as futuras reencarnações.

É possível começar agora a reconduzir caminhos. Basta não desistir de amar

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