No Capítulo VIII de O Evangelho Segundo o Espiritismo, “Bem-aventurados os puros de coração”, Allan Kardec apresenta, no item “Simplicidade e pureza de coração”, uma reflexão profunda sobre a verdadeira condição para aproximar-se de Deus. Kardec esclarece que a pureza de coração não está ligada à ingenuidade ou à ignorância, mas à sinceridade, à ausência de malícia, ao desinteresse e à intenção reta. A simplicidade mencionada pelo Cristo representa a humildade moral daquele que age sem duplicidade, sem orgulho e sem interesses ocultos. É a disposição interior de quem pratica o bem de forma espontânea e transparente. O ensinamento mostra que Deus não exige grandeza intelectual ou posição social, mas um coração limpo de ressentimentos, egoísmo e vaidade. Assim, a verdadeira elevação espiritual nasce da transformação íntima, onde pensamentos, sentimentos e atitudes refletem bondade, honestidade e amor ao próximo.