No Capítulo VII de O Evangelho Segundo o Espiritismo, “Bem-aventurados os pobres de espírito”, Allan Kardec apresenta, no item “Missão do homem inteligente na Terra”, uma profunda reflexão sobre a responsabilidade moral daqueles que possuem maior desenvolvimento intelectual. O texto esclarece que a inteligência é uma dádiva concedida por Deus com um propósito elevado: servir ao progresso da humanidade e ao bem comum. O homem inteligente não deve utilizar seus conhecimentos para alimentar o orgulho, a vaidade ou a dominação sobre os outros, mas sim para esclarecer, orientar, aliviar sofrimentos e promover a justiça e a fraternidade. Kardec destaca que a verdadeira grandeza não está apenas no saber, mas no uso que se faz dele. Quando a inteligência caminha sem a humildade e sem o amor, torna-se instrumento de desequilíbrio. Por isso, a missão do homem inteligente é unir conhecimento e moral, colocando seus talentos a serviço de Deus e do próximo, contribuindo para o progresso espiritual e social da Terra.